4 de novembro de 2010

viciada em ciclos

É um ciclo vicioso e uma verdadeira frustração dessa eventual nada escritora de blogs temporários, sempre é o mesmo processo: crio um blog, posto por duas semanas, o esqueço, publico algo em algum tempo distante qualquer, aí decido por excluí-lo, leio, adio a partida e retorno, quando menos se percebem, logo o encerro.

Mas não pretendo fazer mais, não com este, não por enquanto.

Pra mim isso é um histórico, um arquivo pessoal, afinal, é tão fácil esquecer a forma que pensamos, nos desenvolvemos e coisas ficam para trás, outras se mantém.

Não concordo mais com determinados pensamentos de algumas postagens, mas como disse, é um histórico, é com isso que aprendemos e nos surpreendemos (eu escrevi mesmo isso?)

Enfim, que aranhas não retornem aqui.






18 de julho de 2010


"Garotas legais não precisam ser bonitas. Não precisam ser iguais a todo o mundo, na verdade é a personalidade delas que as fazem serem legais. São diferentes, apaixonadas, divertidas, engraçadas. Na maioria das vezes, não tem nada de tão interessante, e acaba sendo isso que as fazem serem legais. Entendem o valor de um sorriso, de um olhar, de um beijo. não precisam de um estilo pra se auto-afirmarem. São fiéis aos seus ideais e às pessoas importantes para elas". 
Texto e foto de algum canto dessa web.

Ao me deparar com os dois, parei e pensei, o que é isso?

Em que nós nos tornamos? Em estátuas a serem vislumbradas?

É um ciclo, enquanto eu achar que não ser perfeita não é bastante para alguém, o perfeito passará aos meus olhos e não perceberei.

E o perfeito é: arrancar-te o sorriso dos lábios, fazer sentir-se linda mesmo com cabelos emaranhados e pijama, porque, o que importa realmente está além.

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. (Antoine de Saint-Exupéry)

13 de março de 2010

mais tempo,



tempo para viver, para sorrir

tempo para passear com os bichanos

tempo para fazer bolhas de sabão


tempo para ir ao jogo com o pai

tempo para embelezar com a mãe


tempo para rir com os amigos

tempo para chorar no ombro amigo

tempo para estudar mais

tempo para dedicar



tempo para observar a serenidade das ondas do mar e das estrelas dos céus

tempo de montar aquele quebra-cabeça

tempo para pedir perdão e ser perdoado


tempo para viajar, ou apenas ir para outro lado



só o tempo, não é nem o dinheiro, nem o aconchego.
mas no fundo, só tenho medo, de que não dê tempo de dizer que não há mais tempo

12 de março de 2010

é, dancei.


vi,
no secreto tentei
desengonçada retornei
encorajada eu fui
mas no caminho não achei
chorei, e por lá eu deixei
no retorno entendi
mas mesmo assim a deixei
entender o que é 
da maneira que Ele quer







(triste alma, incapaz de alegrar, incapaz de mover um dedo se quer, é apenas uma saudade qualquer)


2 de março de 2010

saldo bancário: - R$ 60.

Estacionei o carro, entrei no mercado, apanhei um bocado, bolso furado, coração acelerado, domínio despedaçado... E agora José?

Perdi 60 dinheiros, talvez não fizesse diferença no início do mês, mas perdê-lo a bons dias do pagamento, me triturou... E isso me tirou da semana boa que estava a viver.  

É a alegria que consegue se transformar em tristeza, quanta vulnerabilidade hein Mayara?

É incrível como algumas situações do dia a dia nos tira de nos mesmos, aqueles dias foram singulares, e poderia ter tido um desfecho maior ainda. Mas essa importância insignificante me fez perder o melhor da festa. 

Minha distração, meus pensamentos, minhas preocupações, são eles, eles me fazem passar despercebida por esse lugar.

E assim segue essa peregrina, tentando consertar falhas em meio às falhas, tentando ser grata em meio a ingratidão, tentando ser menos distraída na multidão.

16 de fevereiro de 2010

é rosa, gravado "Mayara C. Silva"

tirando as teias desse blog, até mesmo porque odeio aranha.


ontem ganhei uma caneta de meu pai, com meu nome gravado nela: "Mayara C. Silva", é então que a memória entra em ação nesse espetacular minúsculo pensamento e a infância vem à tona. 


de uma natureza perfeccionista, escrevia sempre a lápis, o medo de errar me assombrava, e a borracha me dava a oportunidade de apagar tudo, a borracha apagava o meu medo, apagava o meu erro. 


só que (sempre tem o "só que", leia-se: porém, entretanto, contudo..) na vida, a real, o lápis não nos é permitido usar, a caneta, da cor que quiser, ligada a qualquer atitude, decisão ou caminho. 


tenho uma dessa ainda com meu nome, e todos erros estão lá, pra quem quiser ler, exceto aqueles cujo meu Pai passou o corretivo vermelho, escarlate, vivo.